Parâmetros
Cada estado indica delegados (como "electors" nos EUA). O candidato mais votado no estado leva todos os delegados dele; é preciso a maioria dos delegados para vencer.
O 2º turno real é em 25/10/2026. Os cenários A, B e C são hipóteses de transferência de votos, descritas e comparadas na aba "Cenários do 2º turno"; o simulador completo, com transferência por candidato, está no Apuração 2026.
Os 27 estados em fila, do mais lulista ao mais bolsonarista
Largura proporcional ao número de delegados. A linha marca a maioria; o estado contornado é o que a completa para o vencedor (ponto de virada).
Mapa de blocos
Cada quadrado é um estado (posição aproximada); o número é o de delegados. Cor mais forte = margem maior.
Voto popular × delegados
Nos EUA o vencedor do colégio nem sempre é o mais votado.
Estado por estado
Clique no cabeçalho para ordenar. "Peso do voto" compara os votos válidos por delegado do estado com a média nacional: acima de 1, o voto vale mais que a média.
Em uma frase
No Brasil, o presidente é o candidato com mais da metade dos votos válidos do país, contados voto a voto. Nos EUA, o eleitor vota num grupo de delegados do seu estado, e o presidente é quem reúne a maioria desses delegados (270 de 538). O estado conta como um bloco.
Lado a lado
| Brasil | Estados Unidos | |
|---|---|---|
| Quem escolhe | Os eleitores, diretamente (CF, art. 77). | 538 delegados (electors) escolhidos pelos eleitores de cada estado. O voto do cidadão elege os delegados. |
| Como se conta | Soma nacional dos votos válidos. Brancos e nulos não entram no cálculo. | Soma por estado. Quase todos os estados dão todos os delegados ao mais votado ("winner-take-all"); Maine e Nebraska dividem por distrito. |
| Critério de vitória | Mais de 50% dos votos válidos. | Pelo menos 270 dos 538 delegados. |
| Se ninguém atinge | 2º turno entre os dois mais votados, no último domingo de outubro. | Não há 2º turno. Sem maioria de delegados (ou com empate em 269 a 269), a Câmara dos Deputados escolhe, com um voto por bancada estadual. |
| Quantos delegados por estado | Não existe. A simulação usa a bancada federal: deputados (8 a 70 por estado) mais senadores. | Deputados na Câmara mais 2 senadores. O Distrito Federal (Washington) tem 3, pela 23ª Emenda. |
| Peso do voto individual | Igual em tese: um eleitor, um voto. | Desigual: estados pequenos têm mais delegados por habitante. |
| Obrigatoriedade | Voto obrigatório de 18 a 70 anos; facultativo aos 16 e 17, aos maiores de 70 e aos analfabetos. | Voto facultativo; na maioria dos estados é preciso se cadastrar antes. |
| O que decide | Quem convence mais eleitores no país todo, inclusive onde já é forte. | Quem vence nos estados decisivos. Votos além da maioria em um estado não somam delegados. |
| Calendário | 1º turno no 1º domingo de outubro, 2º turno no último. Posse em 5 de janeiro (a partir do mandato de 2027, EC 111/2021). | Eleição na terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro. Delegados votam em dezembro, o Congresso conta em 6 de janeiro, posse em 20 de janeiro. |
O que o Colégio Eleitoral faz com os números
1. Transforma maiorias apertadas em vitórias largas
Como o vencedor de cada estado leva tudo, uma vantagem pequena em muitos estados vira uma vantagem grande em delegados. Com os votos do 1º turno de 2026, Flávio teria . O mesmo ocorre nos cenários hipotéticos de 2º turno (detalhados na aba "Cenários do 2º turno"): o colégio amplia a vantagem de quem lidera.
2. Pode eleger quem teve menos votos
Pode ocorrer quando um candidato vence por margem estreita em estados grandes e perde por muito em outros. Nos EUA aconteceu em 1824 (decidida pela Câmara), 1876, 1888, 2000 e 2016. Na simulação, no cenário B (hipotético), uma variação uniforme entre cerca de e pontos a favor de Lula lhe daria mais votos que a Flávio no país, mas menos delegados: use o controle de variação uniforme para ver a faixa exata. É uma exploração aritmética, não um resultado esperado.
3. Dá peso extra aos estados pequenos
Cada estado tem pelo menos 3 delegados nos EUA (2 senadores mais 1 deputado). No Brasil, a bancada federal já é desigual: o piso é 8 deputados (Roraima, Acre e outros) e o teto é 70 (São Paulo). Somados 3 senadores, Roraima teria . Essa distorção já existe na Câmara; o colégio a repetiria na eleição presidencial.
4. Concentra a disputa nos estados que podem mudar
Num colégio com "vencedor leva tudo", um estado onde um candidato tem 70% é pouco disputado: mais votos ali não rendem delegados. A campanha se concentra nos estados equilibrados. O Amapá é um exemplo: no 1º turno, a diferença entre Lula e Flávio foi de e o estado teria definido delegados.
Ponto de partida: o que o 1º turno mostrou
O 2º turno só reparte, em hipótese, esses votos "em disputa". Os eleitores dos dois finalistas são supostos fiéis ao voto do 1º turno.
Os três cenários de transferência
Em cada cenário, uma fração l dos votos dos candidatos eliminados vai para Lula, uma fração f para Flávio, e o resto (1 − l − f) não vota em nenhum dos dois (abstenção, branco ou nulo). As mesmas frações valem para todos os eliminados e para todos os estados. Os cenários A, B e C são os mesmos do simulador do Apuração 2026, onde as frações podem ser ajustadas candidato por candidato.
- A · eliminados pendem a Flávio: 12,6% dos votos dos eliminados vão para Lula e 63,0% para Flávio.
- B · cenário base: 21,1% para Lula e 52,5% para Flávio. É um ponto de referência, não o cenário mais provável.
- C · eliminados pendem a Lula: 30,6% para Lula e 42,2% para Flávio.
"Voto popular" é a divisão dos votos válidos entre os dois finalistas. "Variação uniforme necessária" é o deslocamento, igual em todos os estados, de votos de um finalista para o outro que faria o perdedor vencer: indica a distância até a virada, não a probabilidade dela. Comparar as duas colunas mostra quanto o colégio, sozinho, muda essa distância.
Mapa de sensibilidade: e se as transferências fossem outras?
Cada célula é um cenário. Horizontal: percentual dos votos dos eliminados que vai para Lula. Vertical: percentual que vai para Flávio. A cor mostra quem venceria o colégio (vermelho: Lula; azul: Flávio; mais forte = vitória mais ampla em delegados). O ponto branco marca as combinações em que o mais votado do país não vence o colégio. As letras A, B e C são os cenários da tabela. Combinações que somam mais de 100% não existem.
Usa a regra "vencedor leva todos" e o número de delegados escolhido acima.
Estados que decidem
Os dez estados mais apertados
Resultado por região
A concentração de votos de um candidato em poucas regiões faz com que parte dos seus votos adicione pouco ou nada em delegados. Os números acima mostram a geografia do cenário escolhido; não explicam sozinhos por que cada eleitor votou como votou.
Como esta aba se relaciona com o Apuração 2026
- No simulador do 2º turno do Apuração 2026, o resultado é a soma nacional dos votos (a regra brasileira). Aqui os mesmos votos são reorganizados em delegados por estado.
- Lá é possível ajustar a transferência por candidato eliminado, a retenção dos eleitores dos finalistas e o comparecimento adicional. Aqui as frações são únicas, para deixar o efeito da regra à vista.
- Para ver a distribuição dos votos dos eliminados e dos finalistas pelo país: Perfil do voto. Para o painel geral: Apuração 2026.
Limites específicos dos cenários de 2º turno
- Frações iguais em todos os estados: na prática, os eleitores de cada candidato eliminado se concentram em regiões diferentes e podem se comportar de modo distinto em cada uma.
- Sem mudança de comparecimento entre os turnos, além da fração que não vota em nenhum dos dois, e sem campanha de 2º turno, apoios declarados ou pesquisas.
- Os finalistas mantêm 100% dos votos do 1º turno em todos os estados.
- A regra de delegados é uma construção desta simulação (bancada federal mais senadores). Os resultados dependem dela: veja a diferença entre 3 e 2 senadores na tabela.
- O resultado real do 2º turno, quando estiver disponível, prevalece sobre qualquer cenário desta página.
Como a simulação foi montada
- Delegados: deputados federais eleitos em cada estado mais 3 senadores (o Congresso tem 81 senadores, 3 por estado), totalizando 594, com maioria de 298. A opção "+ 2 senadores" reproduz a regra americana (567 delegados, maioria de 284). O Distrito Federal tem a bancada própria mais os senadores. Os EUA, ao contrário, têm 538 delegados no total, com 270 para vencer.
- Votos: votos válidos do 1º turno em cada estado (TSE, apuração final). No 1º turno, o candidato mais votado do estado leva os delegados, mesmo sem maioria absoluta.
- Cenários de 2º turno: em cada estado, Lula recebe seus votos do 1º turno mais a fração l dos votos dos demais candidatos, e Flávio recebe os seus mais a fração f. A fração restante (1 − l − f) não vota em nenhum dos dois. As frações são iguais em todos os estados e os finalistas mantêm todos os seus votos.
- Exterior: os votos do exterior entram no voto popular, mas não elegem delegados (não são um estado).
- Variação uniforme: move votos de um finalista para o outro, na mesma proporção dos votos válidos do 1º turno de cada estado, para medir a sensibilidade do resultado. É um recurso de leitura, não uma hipótese de comportamento.
- Estado de virada: ordenados os estados da maior para a menor margem do vencedor, é o que completa a maioria de delegados.
- Alocação proporcional: divide os delegados de cada estado pelo método dos maiores restos. Serve para ver quanto da distorção vem da regra "vencedor leva todos".
- Peso do voto: votos válidos por delegado do estado em relação à média nacional (sem o exterior).
Conferências feitas nos dados
- Votos por candidato em cada um dos 27 estados e no exterior: iguais aos dos dados embutidos no site Apuração 2026 (conferência de 08/10/2026).
- Soma dos estados e do exterior: 119.300.788 votos válidos para presidente, igual ao total nacional do site Apuração 2026.
- Bancadas: a soma dos deputados federais por estado é 513; com 81 senadores, 594 delegados (maioria de 298). Com 2 senadores por estado, 513 + 54 = 567 (maioria de 284).
- Os números do texto (Roraima × São Paulo, Amapá, faixas de variação) são calculados na hora a partir desses dados, não digitados.
O que a simulação não diz
- Os eleitores e os candidatos se comportariam de forma diferente: campanhas nos estados decisivos, voto estratégico, menos candidaturas e outra mobilização.
- Nos EUA há dois grandes partidos e uma tradição de voto útil; no Brasil, o 1º turno fragmentado ajuda a explicar votos em candidatos que não chegariam ao 2º turno.
- Não há eleitores infiéis, litígios estaduais, recontagens ou a decisão pela Câmara, que acrescentariam outras fontes de incerteza.
- Maine e Nebraska dividem delegados por distrito; não há dados de distrito aqui.
- O número de delegados por estado é uma construção desta simulação. Nos EUA, ele vem do Censo e é revisto a cada dez anos; no Brasil não existe o conceito.
- Os números são do 1º turno. Os cenários de 2º turno são hipóteses de transferência de votos, iguais em todos os estados, e não projeções.
- Os totais seguem os votos válidos publicados pelo TSE (posição de 05/10/2026, 12h51). Mudanças posteriores, como julgamentos de votos sub judice, não estão refletidas.
- A página não defende a adoção do Colégio Eleitoral no Brasil, nem opina sobre candidatos: compara regras de contagem aplicadas a dados reais.
Fonte dos votos: . Fatos sobre os sistemas: Constituição Federal (art. 77), EC 111/2021; Constituição dos EUA (art. II, 12ª, 20ª e 23ª Emendas).