Assembleias Legislativas 2027Deputados estaduais e distritais por espectro · governadores · eleição de 2026

Assembleias Legislativas 2027

Os 1.059 deputados estaduais e distritais eleitos em 2026, a composição de cada assembleia por espectro, a relação com o governador eleito (ou com os dois candidatos do segundo turno) e o que cada quórum exige. A classificação direita, centro e esquerda é a mesma das páginas do Congresso e pode ser alterada em Congresso. É aritmética de cadeiras: não prevê votações.

Resumo

Todas as assembleias somadas

Composição de cada assembleia a linha tracejada marca a maioria absoluta

O ponto ao lado do estado mostra o partido do governador (eleito, ou líder do segundo turno, marcado com *), colorido pelo espectro do partido.

Governador e assembleia quanto o governador tem de base própria

"Base" são as cadeiras dos partidos do mesmo espectro do partido do governador (e, se marcado, do centro). É uma aproximação: a coligação real do governador inclui partidos de outros blocos e partidos do mesmo bloco podem ficar na oposição. "Bloqueia" indica que a base tem cadeiras suficientes para impedir, sozinha, que a oposição chegue a 3/5 (PEC) ou a 2/3 (processo contra o governador). Nos estados em segundo turno, escolha o candidato na própria tabela. Os sete segundos turnos estaduais são em 25/10.

Assembleia em detalhe

O que cada votação exige nesta assembleia

Os quóruns seguem a Constituição Federal por simetria e a lei dos crimes de responsabilidade; várias constituições estaduais fixam números próprios (por exemplo, quórum de PEC ou de derrubada de veto). Confira o texto estadual antes de usar um número em análise formal.

O papel da assembleia

Legislar sobre o que é do estado. A assembleia aprova as leis estaduais e a constituição do estado, incluindo emendas a ela. Parte das matérias só pode ser proposta pelo governador: organização administrativa, regime e remuneração dos servidores, criação de cargos e o orçamento. Cabe aos deputados emendar essas propostas e votá-las.

Aprovar o orçamento. O governador envia o plano plurianual, a lei de diretrizes e o orçamento anual; a assembleia pode alterá-los por emendas. O governador executa, e o quanto das emendas dos deputados é de fato pago costuma pesar mais na relação entre os dois do que o voto formal.

Fiscalizar o Executivo. Convocar secretários, pedir informações, instalar comissões parlamentares de inquérito (um terço das assinaturas basta) e julgar as contas do governador com o parecer do Tribunal de Contas do Estado. A assembleia também escolhe parte dos conselheiros do tribunal de contas, em geral quatro de sete, e participa da escolha de outras autoridades conforme a constituição estadual.

Responsabilizar o governador. Em crimes de responsabilidade, a assembleia decide se admite o processo, em geral por dois terços; o julgamento cabe a um tribunal misto com cinco deputados e cinco desembargadores, presidido pelo presidente do Tribunal de Justiça, e a condenação exige dois terços dos membros (Lei 1.079/1950). Em crimes comuns, o Supremo Tribunal Federal admitiu que as constituições estaduais condicionem o processo no Superior Tribunal de Justiça à autorização da assembleia (ADI 5540). Se o cargo de governador e o de vice vagarem nos dois últimos anos do mandato, a eleição para o restante do mandato é indireta e feita pela assembleia, como regra geral por simetria.

O que o governador tem em mãos. Veto total ou parcial (a assembleia o derruba, em geral, por maioria absoluta), pedido de urgência para projetos de sua iniciativa, nomeações, a execução do orçamento e a liberação das emendas. Por isso a base na assembleia não é só um número de cadeiras: um governador com bancada própria pequena governa pela composição de maioria, e o centro costuma ser o fiel da balança.

Assembleia e bancada federal do estado

Compara a participação de cada espectro na assembleia com a da bancada de deputados federais do mesmo estado (mesma eleição, mesmos eleitores, listas e regras de coligação diferentes). Diferenças grandes indicam partidos mais fortes na eleição federal do que na estadual, ou o contrário.

Todos os deputados estaduais

Notas e limites

Os eleitos são os que o TSE registra como eleitos por quociente ou por média na apuração de 100% das seções; a diplomação e eventuais recursos podem mudar nomes. O partido é o da candidatura; trocas posteriores não aparecem. No Distrito Federal os deputados são distritais (Câmara Legislativa) e entram aqui como uma assembleia.

A classificação por espectro é por partido, uma simplificação: dentro de um mesmo partido há deputados de linhas diferentes e, nas assembleias, partidos de bloco diferente governam juntos. Partidos que só aparecem nos estados (Agir, Cidadania, Democracia Cristã, Democrata e Mobiliza) foram classificados de forma provisória e podem ser ajustados na página Congresso.

Os governadores dos sete segundos turnos aparecem pelos dois candidatos; a página não faz previsão sobre quem vence. A relação entre governador e assembleia usa o espectro do partido, não as coligações completas, que não foram incorporadas.